Com a metade do seu mandato decorrendo, o vereador faz uma auto análise da política local e seus novos desafios. Veja na integra na entrevista: 

Entrevistador: Em dois anos frente ao legislativo municipal o que trouxe de positivo como vereador?
PH: Saber que posso ser a voz do povo frente aos anseios e necessidades da nossa população. Poder contribuir de alguma forma para o bem de alguma pessoa que a mim confiou algum pedido, é gratificante.

Entrevistador: Há alguém em especial que te inspira para seguir nesse mandato?
PH: Sim, minha saudosa Mãe Ceiça Lira – ex-vereadora do município de Floresta. Foi admirando o trabalho feito por ela, ajudando as pessoas, que tive vontade de seguir esse caminho. O lema da minha campanha e do meu mandato é “De mãe para filho, o trabalho continua”.

Pedro Henrique é filho da saudosa ex-vereadora Ceiça Lira

Entrevistador: Nesse tempo tens encontrado algum tipo de dificuldade, se sim, quais são elas?
PH: São muitas, diante da crise atual no nosso país. Além disso, sendo vereador da oposição, encontro muitas dificuldades. Por exemplo, os inúmeros pedidos de providências que apresento na Câmara Municipal de Vereadores e não obtenho resposta alguma por parte da Gestão Municipal. É frustrante, pois o meu objetivo é atender os pedidos da população que chegam até mim.

Entrevistador: Qual é o seu maior desejo depois de concluir o seu mandato?
PH: Terminá-lo com a certeza que fiz um bom trabalho e de alguma forma ajudei àqueles que confiaram em mim nas urnas e aos muitos que me procuraram para fazer algum pedido. Mesmo diante das dificuldades saber que fiz o melhor que pude.

Entrevistador: O que você acha da atual gestão municipal?
PH: Vejo trabalho de uma gestão que está sem rumo. Já são dois anos de mandato e não temos nenhuma obra concluída na cidade. No distrito de Nazaré, por exemplo, duas obras importantes que são a Escola e a Unidade Básica de Saúde estão paradas. Além disso, vejo muitas coisas direcionadas, uma gestão não se faz para os que apoiaram e sim para todos. Isso nos entristece, dessa forma não teremos desenvolvimento no nosso município.

Entrevistador: Existe diálogo entre o governo e oposição?
PH: Infelizmente, não existe. O prefeito do município não participa de nenhuma reunião ordinária na Câmara. Nunca buscou escutar os pedidos que são feitos por nós para os florestanos. Existe uma distância explícita entre alguns vereadores e o prefeito, dificultando assim o trabalho que deve ser feito em parceria independente de partido. Os maiores prejudicados com isso acabam sendo a população.

Entrevistador: Sobre o museu de Nazaré do Pico, tem solução para que torne realidade?
PH: Agora, tendo Rodrigo Novaes frente a Secretaria de Turismo nosso sonho pode estar mais perto de ser realizado. Rodrigo tem um olhar diferenciado e especial para nosso sertão, incluindo sem dúvidas, nosso distrito. A história rica que Nazaré possui merece ser exaltada e conhecida por muitos. Iremos juntar forças e tudo dará certo com fé em Deus!

Entrevistador: Como um dos principais vereadores do distrito de Nazaré, tens algum novo projeto para o lugar?
PH: Além do Museu, que é um projeto e sonho de todos os nazarenos, já apresentei alguns na Câmara. Mas como disse, é necessário a boa vontade da gestão municipal para que saiam do papel. Um dos projetos que apresentei foi para calçar a vila da Cohab em Nazaré e também a reforma da quadra poliesportiva que está em péssimas condições, para que nossos jovens possam praticar os esportes que gostam com dignidade. Porém, tudo isso depende do interesse conjunto de outras pessoas. Mesmo assim, não cansarei de pedir, estarei sempre querendo o melhor para nosso distrito.

Entrevistador: O que falta para Nazaré do Pico desenvolver?
PH: Dentre outras coisas, uma forma de gerar emprego seria o ideal. Infelizmente, nós vemos nossos jovens tendo que deixar o distrito em busca de trabalho nas cidades, pois Nazaré ainda não oferece oportunidade para todos. Mas hoje, vejo o turismo como uma forma eficiente de dar início a esse desenvolvimento.

Entrevistador: É possível transformar a Serra do Pico em área para o turismo?
PH: Sem dúvidas, é muito possível e importante. A subida realizada anualmente foi uma excelente iniciativa. Com o apoio do governo do estado, temos tudo para torná-la cada vez mais atrativa.

Entrevistador: Visitas em área rural tem sido proveitoso, o que você tem visto em suas andanças?
PH: Tem sido muito proveitoso. Desde o início do meu mandato tenho buscado visitar a zona Rural com frequência. Para mim, é importante trabalhar dessa forma, tendo ligação direta com essas pessoas. Algumas regiões são muito distantes da cidades ou dos distritos, onde estão os serviços públicos essenciais como saúde, educação, etc. Muitas vezes, as estradas em péssimas condições dificultam o acesso e até mesmo a falta de transportes é um grande problema.

Entrevistador: O que tira você do sério e o que faz feliz?
PH: Me tirar do sério é um pouco complicado, sou uma pessoa tranquila, busco sempre resolver os problemas conversando. Coisas simples me fazem muito feliz, vê a felicidade dos outros é algo que me alegra também. Fazer o bem, sem dúvidas, é uma das coisas que me realiza. Carrego isso em meu coração desde sempre.

Entrevistador: Sobre a festa da Missa do Vaqueiro, haverá alguma novidade esse ano?
PH: A missa do Vaqueiro de Nazaré sempre trás novidades e esse ano não será diferente. A festa vem crescendo a cada ano de maneira significativa e hoje é referência em todo estado de Pernambuco e estados vizinhos também. Como dizem, “NAZARÉ NUNCA DECEPCIONA”.

Entrevistador: Na sua opinião por que o distrito de Nazaré com 101 anos não tomou uma impulsão para o desenvolvimento?
PH: Infelizmente, é muito difícil distritos tomarem impulsão e se desenvolverem de maneira grandiosa. Nosso município, também passa por dificuldades de desenvolvimento, é um processo lento, e consequentemente o distrito é afetado. No caso de Nazaré, está bem localizado no mapa, o que é interessante. Se existir união nas diversas esferas de governo municipal, estadual e federal podemos caminhar para o desenvolvimento. Não é impossível!

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